O Museu Palácio Floriano Peixoto funciona
no antigo Palácio do Governo do Estado de Alagoas, e fica situado no centro de Maceió,
na Praça dos Martírios. Foi inaugurado em 2006 com a transferência da sede do
governo para o Centro Administrativo, numa área próxima ao museu. A construção
do palácio do governo teve início em 1890 e concluído em 1902, com planta e
direção do Arquiteto Luiz lucariny. Nesse período até os nossos dias atuais, o
palácio passou por reformas em 1956, foi restaurado entre 1971 a 1975,
novamente restaurado em 1985, e teve sua última reforma entre 1991 a 1994.
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Fotografias
dos governadores de Alagoas
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Ao adentramos no museu conhecemos exposições provisórias, estas exposições ficam logo no salão de entrada do prédio, na qual, o visitante pode conhecer obras de artistas alagoanos e brasileiros. Ainda no rol principal, podemos ver os bustos dos governadores republicanos de Alagoas, desde o início da Proclamação da Republica. Para quem não teve a oportunidade de conhecer, você pode deslumbrar-se com a fisionomia de cada um desses governadores. Ao longo dos corredores, conhecemos várias telas com pinturas a óleo, datada do século XIX. Nesse mesmo piso, conhecemos a antiga sala de reunião, com todo mobiliário do século XX, com madeiras nobres e bem conservadas, onde também podemos ver um relógio do século XVIII, datado mais ou menos do ano de 1850, e nessa sala também, podemos ver as fotografias de todos os governadores destacados por mandato até os dias atuais. Nesta sala de reunião, destaca-se uma grande tela pintada por Pierre Chalita, que retrata a Independência de Alagoas.
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| Antiga sala de reuniões do palácio |
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| Antigo relógio do século XIX |
Na parte superior do museu, ficava a residência do governador, local onde ele e sua família se alimentavam e dormiam. Nessa área com um grande espaço, foi dividida em salas de exposições de grandes escritores e pintores de Alagoas, como: Rosalvo Ribeiro, Ledo Ivo, e Aurélio Buarque de Holanda. No salão de festas com estilo barroco, notamos a presença de várias mobílias, que estão lá desde a fundação do palácio. Durante todos esses anos, vários objetos e mobílias antigas desde a sua fundação, foram subtraídas por antigos governadores, que levaram para suas casas, isso aconteceu durante as várias reformas porque que passou o prédio, e que foram substituídas por outras sem muito valor histórico.
Na
sacada do prédio onde os governadores faziam seus pronunciamentos, do outro
lado da praça, podemos ver a Igreja do Bom Jesus dos Martírios, que foi construída
há quase 200 anos atrás, e do lado direito vemos também a antiga sede da prefeitura
de Maceió, um prédio bem antigo e histórico no estilo Neo Gótico. Ainda no 1º piso,
há um anexo ao lado do salão de festas, onde as pessoas iam fumar ou conversar.
Todo o mobiliário nesse espaço, é no estilo Luiz XV, com cerâmica chinesa datada
do século XIX, também há algumas mobílias com estilos espanhóis e com mais de 150
anos de existência, ainda bem conservadas.
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| Mobília do salão de festas (Fotos Cléia) |
No subterrâneo do
palácio, hoje funciona a Secretaria de Cultura do Estado de Alagoas. Numa parte
do subterrâneo, encontra-se uma saída de emergência, que era usada no caso de
invasões ou de outra causa em que o governador se sentisse ameaçado. Também há
celas, que dizem, no passado servia para aprisionar escravos, pois mesmo com a
aprovação da Lei Áurea naquela época, havia estas celas ocultas do povo, mais
que na verdade, eram mantidas em sigilo para aprisionar escravos que
trabalhavam no próprio palácio.
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Aldeia da Bretanha
Óleo sobre tela, 35 x 47cm. Rosalvo Ribeiro- Paris1894. |
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| ''Cabeça de Velho Bretão'' Rosalvo Ribeiro 79,5x63 cm Paris, 1893 |
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“Avançar”Paris,
1894 (Rosalvo Ribeiro)
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“O
tambor do Regimento”, Paris , 1895 (Rosalvo Ribeiro)
(Fotos Cléia)
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O museu abriga obras muito importantes, como as pinturas do pintor alagoano Rosalvo Ribeiro, que são telas pintadas a óleo, datada do final do século XIX. Todas essas obras, num total de 21 foram doadas para o Estado de Alagoas, e estão espalhadas por todos os setores de exposição do prédio.
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| Quadro Floriano Peixoto (Rosalvo Ribeiro) (Fotos Cléia) |
Ainda no 1º piso, encontramos dois anexos
com Memoriais dedicados ao grande escritor e poeta alagoano Ledo Ivo, no qual um enfoca a natureza e
o outro a morte. Ledo Ivo foi um escritor premiado em vários países, como: Cuba,
Espanha e México. Todo o seu acervo foi doado ao Estado de Alagoas, e está contido
num cenário que busca traduzir a universidade do poeta. Ledo Ivo nasceu em 1924,
e faleceu em 2012. Em outro anexo encontramos vários livros, condecorações,
medalhas, e pertences pessoais como: óculos, relógios, máquina de escrever, e
até um mata borrão. O poeta se considerava um ateu desconfiado, pois ele não
dava muito crédito que ao morrer, o sujeito ressuscitaria. Ledo Ivo entrou na
Academia Brasileira de Letras em 1987, e veio a receber o título de doutor em
2005.
Espaço Cultural dedicado a Lêdo Ivo
(Fotos Ernando Deodato)
Em outro anexo do 1º piso, encontramos um Memorial dedicado ao poeta e escritor alagoano Aurélio Buarque de Holanda, o criador do dicionário que até hoje é utilizado em nosso país. Aurélio é alagoano de Passo de Camaragibe. Aurélio escreveu vários livros, e entrou na Academia Brasileira de Letras, formou-se em Direito na cidade do Recife. Aurélio, quando ainda jovem, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fixou residência. Depois da Bíblia, o seu dicionário foi o livro mais vendido no Brasil. Nesse Memorial dedicado ao poeta, encontra-se exposto vários objetos pessoais, como: livros originais, óculos e porta cédulas. Aurélio Buarque de Holanda nasceu em 1910 e faleceu em 1989.
(Fotos Thamara Morais)
Em outro anexo do 1º piso, encontramos um Memorial dedicado ao poeta e escritor alagoano Aurélio Buarque de Holanda, o criador do dicionário que até hoje é utilizado em nosso país. Aurélio é alagoano de Passo de Camaragibe. Aurélio escreveu vários livros, e entrou na Academia Brasileira de Letras, formou-se em Direito na cidade do Recife. Aurélio, quando ainda jovem, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fixou residência. Depois da Bíblia, o seu dicionário foi o livro mais vendido no Brasil. Nesse Memorial dedicado ao poeta, encontra-se exposto vários objetos pessoais, como: livros originais, óculos e porta cédulas. Aurélio Buarque de Holanda nasceu em 1910 e faleceu em 1989.
Espaço cultural dedicado a Aurélio Buarque de
Holanda.
(Fotos Thamara Morais)
O museu tem exposições
interessantes, pois, nos faz voltar ao passado, conhecendo histórias que até então
eram desconhecidas dos alagoanos. Por isso, vale a pena fazer uma visita e
deslumbrar-se com um farto material antigo e importante da história de Alagoas.
Fonte e referências, arquivos do Museu
Palácio Floriano Peixoto.
Guia responsável: Antonio
Texto de Gilvan de Oliveira Lima
Fotos de Ernando, Thamara e Cléia.
Edição final do Blog por: Regis A Feitosa
Visitas:
Terça, quinta e sexta-feira: 8h às 17h;
Quartas: 8h às 21h;
Sábados, domingos e feriados: 13h às 17h.
Todas as visitas tem o acompanhamento de monitor, apto a explicar cada detalhe sobre a construção.
Endereço: Praça Marechal Floriano Peixoto, 517, Centro
Contato: (82) 3315 - 7874
Terça, quinta e sexta-feira: 8h às 17h;
Quartas: 8h às 21h;
Sábados, domingos e feriados: 13h às 17h.
Todas as visitas tem o acompanhamento de monitor, apto a explicar cada detalhe sobre a construção.
Endereço: Praça Marechal Floriano Peixoto, 517, Centro
Contato: (82) 3315 - 7874

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